
8,0
Melhor Música Nova
O Verão quase que acabou e foi já nesta fase final que fui encontrar um dos melhores nomes de 2010 com talvez o melhor EP do presente ano. Vindo directamente de Denver, Colorado, e da mesma editora de Ducktails e Julian Lynch, os Tennis alegraram tanto esta parte menos bonita do ano em que nos mentalizamos que vamos voltar ao trabalho mais tarde ou mais cedo. E foi com um EP de apenas 3 músicas que rondam a perfeição que o fizeram. O começo do Baltimore EP com a própria Baltimore é capaz de ser a única coisa que entra mal no ouvido devido à entrada não tão bem conseguida da guitarra tipicamente noise sobre a percursão tão básica mas que fica bem em todo o lado, mas que é completamente superada pelo ouvinte ao tropeçar numa voz bela, cristalina, que guarda uma distância de segurança entre nós, como se não lhe pudessemos tocar devido ao sinal "Frágil" se encontrar perto dela. Todo o resto da música está muito bem conseguida muito graças à liderança da voz que existe. A linha instrumental não se encontra aprumada.
Cape Dory é praticamente um hino. Em estado pós-The-XX meets Feist, os Tennis apresentam-se agora em modo juvial elevado ao quadrado, capaz de cativar qualquer ouvido com um refrão tirado directamente da nossa infância mais despreocupada do mundo ou possivelmente dos suspiros dados na primeira paixão. Ao ouvir esta música o esboço de um sorriso é certo. A interpretação daquilo que à partida pareciam meros versos monotónicos, foram recriados para um momento pop delicioso.
Para terminar este pequeno refresco servido ao final de tarde temos Marathon. Que é simplesmente outra preciosidade. Agora numa pop mais soft new-wave, os Tennis voltam a mandar outro tiro certeiro com refrões orelhudos até dizer chega com um femeninismo doce a convidar-nos para subirmos a um patamar que agora se assume mais como ambiente, composto pelas pinceladas certas das tonalidades necessárias a dar a uma composição a sensação de good vibes. Ainda se sente um pouco o reverb de garagem nos Tennis mas não é algo que desgoste, dá-lhes mais alma e quase que completa da melhor forma a distorção seca das guitarras fazendo delas também como se fossem instrumentos que se ouvem apenas nos sonhos. Os Tennis ainda mal começaram e já são uma aposta ganha. Olho neles.
Cape Dory é praticamente um hino. Em estado pós-The-XX meets Feist, os Tennis apresentam-se agora em modo juvial elevado ao quadrado, capaz de cativar qualquer ouvido com um refrão tirado directamente da nossa infância mais despreocupada do mundo ou possivelmente dos suspiros dados na primeira paixão. Ao ouvir esta música o esboço de um sorriso é certo. A interpretação daquilo que à partida pareciam meros versos monotónicos, foram recriados para um momento pop delicioso.
Para terminar este pequeno refresco servido ao final de tarde temos Marathon. Que é simplesmente outra preciosidade. Agora numa pop mais soft new-wave, os Tennis voltam a mandar outro tiro certeiro com refrões orelhudos até dizer chega com um femeninismo doce a convidar-nos para subirmos a um patamar que agora se assume mais como ambiente, composto pelas pinceladas certas das tonalidades necessárias a dar a uma composição a sensação de good vibes. Ainda se sente um pouco o reverb de garagem nos Tennis mas não é algo que desgoste, dá-lhes mais alma e quase que completa da melhor forma a distorção seca das guitarras fazendo delas também como se fossem instrumentos que se ouvem apenas nos sonhos. Os Tennis ainda mal começaram e já são uma aposta ganha. Olho neles.
Nota: esperei algum tempo para que este texto fosse editado no site, mas como já vi que isso não vai acontecer, aqui vos deixo à vossa disposição.

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